Sobe para 373 o número de presos por ataques; Ceará não registra ações nesta madrugada

Número de presos por participação na onda de ataques no Ceará chega a 373. Os crimes, como explosões e incêndios a equipamentos públicos e privados, vem ocorrendo desde a  quarta-feira, 2. Nesta madrugada de terça-feira, 15, não houve ataques registrados, segundo a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS). Depois de 13 dias, é a primeira madrugada sem atos criminosos desse tipo registrados.
Pelo menos 190 ataques aconteceram nestes 13 dias de onda de violência. A secretaria não divulgou o número oficial registrado pelas forças de segurança. A Polícia Militar do Ceará recebeu apoio de agentes da Força Nacional, de policiais militares da Bahia, Pernambuco e Piauí. Além disso, o ministro Sérgio Moro anunciou envio de 350 homens e mulheres da Polícia Rodoviária Federal ao Ceará para ajudar no combate aos ataques.
 
FONTE: OPOVO ONLINE

Deputados aprovam Lei da Recompensa e pacote de medidas contra ações criminosas no Ceará

Os deputados estaduais do Ceará do Ceará aprovaram por aclamação, em sessão extraordinária na tarde deste sábado (12), um pacote de medidas com objetivo de combater a onda de crimes que ocorre no estado há 11 dias. Estiveram presentes 36 dos 46 deputados estaduais.
O pacote enviado pelo Governo do Estado inclui:
  • Lei da recompensa, que paga em dinheiro quem denunciar autores de ataques ou fornecer informações que possam prevenir crimes
  • Retirada das tomadas em celas de presídios, para evitar que criminosos possam usar carregadores de celular
  • Aumento de 48 para 84 o máximo de horas extras que policiais civis, militares e bombeiros podem fazer por mês
  • Convocação de policiais da reserva para aumentar o efetivo de agentes nas ruas
  • Criação de um banco de informações sobre veículos destruídos na onda de ataques
  • Restrição da presença de pessoas no entorno dos presídios, com objetivo de evitar fugas
  • Criação do Fundo de Segurança Pública, que terá reserva para investir na prevenção de crimes e pagar beneficiados da Lei da Recompensa
  • Regularização do comando de tropas de policiais militares cedidas por outros estados (o que na prática já está acontecendo com agentes cedidos pelo Governo da Bahia, Piauí, Santa Catarina e Pernambuco)
O valor pago pela Lei da Recompensa não ficou definido nas medidas. Por meio de decreto, o governador do Ceará, Camilo Santana, vai determinar a quantidade em dinheiro a ser paga.
A sessão durou sete horas, e todo o debate ocorreu nas comissões. O conteúdo chegou ao plenário com o consenso dos deputados pela aprovação do pacote. A Assembleia Legislativa decidiu aprovar por aclamação.
Em meios à sequência de crimes, a sessão contou com um reforço policial. Do lado de fora da Assembleia Legislativa, dezenas de policiais militares estavam a postos. O pacote do governo do Estado passou pela Comissão de Constituição e Justiça, Transporte, Serviço Público, Defesa Social, Orçamento; às 20h30, as medidas foram votadas em plenário.
A onda de violência no estado chegou ao 11º dia seguido com 195 ataques confirmados em 43 municípios. O Ministério da Justiça confirmou que, desde o início da sequência de crimes, 35 membros de facções criminosas foram transferidos para presídios federais.
A Secretaria da Segurança Pública do Ceará comunicou que 330 suspeitos de envolvimento nos crimes foram detidos. Os atentados começaram após o anúncio de medidas do governo para tornar mais rígida a fiscalização nos presídios cearenses.
O governo do estado promete acabar com a entrada de celulares nos presídios e com a divisão de facções dentro das unidades prisionais. Os ataques foram ordenados por chefes de organizações criminosas para tentar fazer com que o governo desista das medidas. O governador do Ceará, Camilo Santana, afirmou que “não há recuo”.
Na ação de combate às facções, Camilo Santana pediu apoio da Força Nacional, que atua no Ceará desde 4 de janeiro. O estados da Paraíba, Bahia e Pernambuco também enviaram policiais militares ao Ceará como apoio.

Bolsonaro defende classificar ações de criminosos no Ceará como terrorismo



O presidente Jair Bolsonaro (PSL) defendeu, em publicação no Twitter, endurecer a legislação penal contra atos como incêndio ou depredação de bens, classificando-os como terrorismo. Fazendo menção à situação no Ceará, onde facções criminosas têm levado a cabo ações como detonação de explosivos em pontes e torres de transmissão em uma onda de ataques que já dura mais de dez dias, Bolsonaro defendeu ainda um projeto de lei que, segundo críticos, pode criminalizar movimentos sociais.
FONTE: UOL

11º dia de ataques no CE: Polícia prende suspeitos de explodirem concessionária em Fortaleza


Policiais prenderam na manhã deste sábado (12) três suspeitos de arremessar artefatos explosivos e danificar vários veículos em uma concessionária em Fortaleza. O ataque ocorreu em meio à onda de violência que dura onze dias no Ceará, com mais de 190 ações criminosas coordenadas por chefes de facções. Com a prisão dos três suspeitos, chegou a 330 o número de detidos por envolvimento na sequência de ataques.
De acordo com o secretário da Segurança do Ceará, André Costa, dois homens foram baleados durante troca de tiros com policiais. Após as prisões, a Polícia Militar, que recebe apoio da Força Nacional para tentar conter a violência no estado, reforçou as buscas pelos autores da destruição de uma torre de energia em Maracanaú, na Grande Fortaleza, durante a madrugada deste sábado.Em nota, o Ministério de Minas e Energia informou que foi feito o desligamento automático da linha de transmissão que liga Fortaleza ao Porto de Pecém devido à queda torre. Ainda segundo o ministério, foi acionado o despacho momentâneo de geração térmica adicional, o que impediu a falta de energia para os consumidores.
"O MME informa ainda que, em conjunto com o ONS e em contato com a distribuidora de energia local e órgãos de segurança pública federal, estadual e municipal, permanecerá monitorando e adotará todas as medidas para o restabelecimento da normalidade do sistema elétrico", afirma a pasta, em nota.

A onda de violência no estado chegou ao 11º dia seguido com 194 ataques confirmados em 43 municípios. Desde o início da sequência de crimes, 35 membros de facções criminosas foram transferidos para presídios federais, de acordo com o Ministério da Justiça.
FONTE: G1 CE
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Polícia apreende toneladas de explosivos que seriam usados em ataques no Ceará


A Polícia Civil do Ceará apreendeu neste sábado (12) toneladas de explosivos que seriam utilizados em ataques criminosos no estado. Seis suspeitos, que segundo os investigadores seriam membros de uma facção criminosa com atuação em todo o Brasil, foram capturados no local onde o material foi achado, no Bairro Jangurussu, na periferia de Fortaleza.
Segundo a Polícia Civil, policiais cumpriam na manhã deste sábado mandados de prisão contra suspeitos de homicídio e de ataques ao patrimônio público. No bairro, a equipe de segurança obteve informações de que o bando escondia o material explosivo, obtido em um roubo em 21 de dezembro do ano passado.
O que se sabe e o que falta saber sobre os crimes
Veja a cronologia da sequência de ataques no Ceará
A estimativa inicial é de que o depósito dos criminosos contém cerca de cinco toneladas de material utilizado para fazer dinamites, de acordo com a Secretaria da Segurança Pública. O material estava contido em embalagens com o símbolo de "explosivo" e o alerta de "perigo" em três idiomas. Um caminhão do Exército recolheu a carga.
Os policiais apreenderam também munição e um carregador de pistola.
Ainda conforme policiais civis, parte da carga já havia sido utilizada nos ataques que ocorrem há 11 dias no Ceará. Em alguns dos crimes, bandidos usaram explosivos em pontes, viadutos, delegacias, numa torre de telefonia e em uma torre de distribuição de energia elétrica.
Sequência de ataques
A onda de violência no estado chegou ao 11º dia seguido com 195 ataques confirmados em 43 municípios. Desde o início da sequência de crimes, 35 membros de facções criminosas foram transferidos para presídios federais, de acordo com o Ministério da Justiça.
Membros de facções rivais se uniram contra o governo após o secretário da Administração Penitenciária do Ceará, Mauro Albuquerque, anunciar mais rigor na fiscalização dos presídios.Mauro Albuqurque, ao assumir o cargo criado em 1º de janeiro deste ano, prometeu acabar com a entrada de celulares nas prisões e com a divisão de presos segundo a facção à qual pertencem. Os ataques são uma tentativa de fazer com que o estado recue.
O governador do Ceará, Camilo Santana, afirmou nesta sexta-feira (11) que "não há recuo".
Camilo Santana também destacou que vai apresentar um projeto de lei que beneficia pessoas que denunciarem autores de ataques violentos no estado. O projeto será votado neste sábado, em uma sessão extraordinária, durante o recesso parlamentar.
A Lei da Recompensa prevê pagamento em dinheiro por informações repassadas pela população à polícia e que resultem na prevenção de atos criminosos e prisão de bandidos envolvidos nas ações.
O governador anunciou também um pacote de medidas contra os ataques, que incluem a convocação de policiais da reserva e a autorização de pagamento de hora extra além do que é permitido atualmente. Para efetivar as mudanças, é preciso de aprovação na Assembleia Legislativa, onde o governador tem ampla maioria do apoio.
Entenda o que está acontecendo no Ceará
O governo criou a secretaria de Administração Penitenciária e iniciou uma série de ações para combater o crime dentro dos presídios.
O novo secretário, Mauro Albuquerque, coordenou a apreensão de celulares, drogas e armas em celas. Também disse que não reconhecia facções e que o estado iria parar de dividir presos conforme a filiação a grupos criminosos.
Criminosos começaram a atacar ônibus e prédios públicos e privados. As ações começaram na Região Metropolitana e se espalharam pelo interior ao longo da semana.
O governo pediu apoio da Força Nacional. O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, autorizou o envio de tropas; 406 agentes da Força Nacional reforçam a segurança no estado.
A população de Fortaleza e da Região Metropolitana sofre com interrupções no transporte público, com a falta de coleta de lixo e com o fechamento do comércio.
Onda de violência afastou turistas e fez a ocupação hoteleira no estado cair.
FONTE: G1 CE

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